Venho aqui pra vocês
contar uma historia muito triste
uma historia de nordestino
que andava sem limite.
Com as pragas do sertão
e seca ele se da
ate as condições de
animal ele vai aceitar.
Vidas secas vem chegando
livro de Graciliano
que tem os personagens baleia e fabiano.
por: Núbia 30 e Marileia 28
Artur é um garoto obcecado por dinheiro. O conto gira em torno das suas preocupações em como ganhá-lo: dai, a presença de palavras como mesada e frases como: "logo que alguém tem dinheiro aparecem os outros querendo aplicá-lo, explicando como se perde dinheiro" ou "basta você ter uns cruzeirinhos que mulher logo fareja e cai em cima.
Indo ao cinema com o seu colega Carlinhos, com Glorinha e uma amiga desta, Artur se mostra menos preocupado em divertir-se do que em imaginar se está sendo explorado ou não.
De certo modo, Carlinhos é o oposto de Artur: acredita que dinheiro existe para ser gasto, preocupando-se menos em ganhá-lo do que em ganhar uma garota.
Já Artur não pretende tomar quantias emprestadas (para não ter de devolvê-las), não planeja empregá-las em coisas. No entanto, ele se vê obrigado a fazer um empréstimo com Carlinhos, uma vez que não tem como pagar a entrada de cinema para Glorinha.
Gabriel Correia
A obra Laços de Família, lançada em 1960, constitui o ápice da carreiraliterária de , além de constar do cânone literário nacional como um dos melhores livros de contos da história da literatura brasileira. Suas treze narrativas enfocam particularmente o universo da vida em família na classe média do Rio de Janeiro.
Esta prática da autora a inclui no rol das criadoras de uma literatura considerada psicológica ou introspectiva. Suas criaturas, sempre ansiosas para fugir de uma existência padronizada e profundamente atrelada às convenções sociais, embora presas a esta vida que flui inesgotavelmente de uma geração para outra, atingem inesperadamente outra margem do existir, sua esfera enigmática, imprevista, distinta da rotina humana. Ainda que não logrem compreender esta outra dimensão, nada as impede de navegar em suas ondas.
Os contos de Clarice assumem um tom cético e desencantado com relação às interações familiares, impregnadas de segundas intenções e de preocupações com as aparências sociais. Por essa razão suas personagens só alcançam a si mesmas através de referências externas; desta forma a procura da identidade percorre os mesmos caminhos que atingem o outro, não necessariamente um ser humano, mas igualmente um artefato ou um animal.
Seus personagens parecem estar sempre encarcerados na coexistência familiar e atados ao ambiente domiciliar por laços que não se desfazem, reféns de um cotidiano monótono e indistinto. Clarice recorre à técnica do fluxo de consciência para narrar suas histórias; através deste recurso o leitor pode estar ciente do que se passa no interior das protagonistas dos contos.
Seus contos mais célebres são Amor, Uma Galinha e Feliz Aniversário, embora também se destaque Devaneio e Embriaguez duma rapariga. Na primeira história, Devaneio e Embriaguez duma rapariga, a protagonista, uma portuguesa, passa subitamente a criar devaneios interiores diante de um espelho, abrigando-se depois embaixo da cama, o que assusta seu cônjuge. Com o retorno dos filhos para casa, a rotina se instaura novamente, até a jovem senhora participar de um encontro entre o esposo e seu patrão. Ela bebe além dos limites, mas se mantém protegida pelo marido; sente o prazer da vida dentro de si e, ao se comparar a uma bela moça presente no recinto, reassume sua auto-estima e a feminilidade, aceitando seu papel de mulher e mãe.
Em Amor, Ana, esposa e mãe, sempre tão aparentemente serena e amorosa, sente sua vida cotidiana se desmoronar quando, um dia, em sua tarefa rotineira de fazer compras, depara-se com um cego que a incomoda ao mascar automaticamente seu chiclete; quando o bonde freia subitamente, seus ovos se quebram e ela fica conturbada. Decide então andar pelo Jardim Botânico e se deixa contagiar pela beleza do lugar, que a lembra inesperadamente dos terrores infernais. O tempo passa e ela fica presa neste lugar, refletindo sobre a loucura de sua vida rotineira, enquanto o cego e sua atitude assumem outra conotação. Ela retoma sua vida, mas agora detém um novo olhar sobre ela, impregnado de um incômodo persistente.
No conto Uma Galinha, uma ave destinada a servir de comida para a família que a cria foge instintivamente para preservar sua existência, é furiosamente perseguida pelo chefe da casa, inesperadamente põe um ovo, torna-se símbolo da feminilidade e, anos depois, despojada de seu status sagrado, deixa de ser poupada e é consumida por todos.
Na história Feliz Aniversário, D. Anita celebra seus 89 anos. Seus familiares aí se encontram, mas não movidos por laços de amor, e sim por meras convenções sociais. Nenhum afeto se manifesta, apenas emoções compulsórias e desprovidas de naturalidade. Enojada deste comportamento, a protagonista cospe durante o evento, mas seu ato é atribuído a sua faixa etária. Quando um dos filhos anuncia o retorno da família no próximo ano, a personagem se sente vitoriosa, mais forte que seus parentes, que suas atitudes vulgares.
"Vidas secas" - Análise da obra de Graciliano Ramos
"Vidas Secas", romance publicado em 1938, retrata a vida miserável de uma família de retirantes sertanejos obrigada a se deslocar de tempos em tempos para áreas menos castigadas pela seca. A obra pertence à segunda fase modernista, conhecida como regionalista, e é qualificada como uma das mais bem-sucedidas criações da época.
O estilo seco de Graciliano Ramos, que se expressa principalmente por meio do uso econômico dos adjetivos, parece transmitir a aridez do ambiente e seus efeitos sobre as pessoas que ali estão.
A estética da seca
"Vidas Secas" é um dos maiores expoentes da segunda fase modernista, a do regionalismo. O diferencial desse livro para os demais da época é o apuro técnico do autor. Graciliano Ramos, ao explorar a temática regionalista, utiliza vários expedientes formais – discurso indireto livre, narrativa não-linear, nomes dos personagens – que confirmam literariamente a denúncia das mazelas sociais.
O livro consegue desde o título mostrar a desumanização que a seca promove nos personagens, cuja expressão verbal é tão estéril quanto o solo castigado da região. A miséria causada pela seca, como elemento natural, soma-se à miséria imposta pela influência social, representada pela exploração dos ricos proprietários da região.
Os retirantes, como o próprio nome indica, estão alijados da possibilidade de continuar a viver no espaço que ocupavam. São, portanto, obrigados a retirar-se para outros lugares. Uma das implicações dessa vida nômade dos sertanejos é a fragmentação temporal e espacial.
Graciliano Ramos conseguiu captar essa fragmentação na estrutura de Vidas Secas ao utilizar um método de composição que rompia com a linearidade temporal, costumeira nos romances do século XIX.
A proposital falta de linearidade, ou seja, de capítulos que se ligam temporalmente, por relações de causa e de consequência, dá aos 13 capítulos de Vidas Secas uma autonomia que permite, até mesmo, a leitura de cada um de forma independente.
Narrador
A escolha do foco narrativo em terceira pessoa é emblemática, uma vez que esse é o único livro em que Graciliano Ramos utilizou tal recurso. Trata-se, na verdade, de uma necessidade da narrativa, para que fosse mantida a verossimilhança da obra. Por causa da paupérrima articulação verbal dos personagens, reflexo das adversidades naturais e sociais que os afligem, nenhum parece capacitado a assumir o posto de narrador.
O autor utilizou também o discurso indireto livre, forma híbrida em que as falas dos personagens se mesclam ao discurso do narrador em terceira pessoa. Essa foi a solução para que a voz dos marginalizados pudesse participar da narração sem que tivessem de arcar com a responsabilidade de conduzir de forma integral a narrativa.
Espaço
A narrativa é ambientada no sertão, região marcada pelas chuvas escassas e irregulares. Essa falta de chuva – somada a uma política de descaso do governo com os investimentos sociais – transforma a paisagem em ambiente inóspito e hostil.
Inverno, na região, é o nome dado à época de chuvas, em que a esperança sertaneja floresce. O sonho de uma existência menos árida e miserável esboça-se no horizonte e dura até as chuvas cessarem e a seca retornar implacável. No romance, essa esperança aparece no capítulo “Inverno”, em que Fabiano alimenta a expectativa de uma vida melhor, mais digna.
O retorno à visão marcada pela falta de perspectivas recomeça com o fim das chuvas, com o fim da esperança. Na obra, pode-se apontar, também, para dois recortes espaciais: o ambiente rural e o urbano. A relevância desse recorte se deve às sensações de adequação ou inadequação dos personagens em um ou outro espaço.
Fabiano consegue, apesar da miséria presente, dominar o ambiente rural. Incapaz de se comunicar, o personagem, desempenhando a solitária função de vaqueiro, não sente tanto as consequências de seu laconismo. Além disso, conhece as técnicas de sua profissão, o que lhe dá uma sensação de utilidade e permite que goze até de certa dignidade. A passagem em que seu filho o admira ao vê-lo trabalhando deixa claro isso. Na cidade, porém, Fabiano vivencia, a cada nova experiência, o sentimento de inadequação. Os capítulos “Festa” e “Cadeia” ilustram bem essa sensação.
Tempo
Além da falta de linearidade do tempo, em "Vidas Secas" há nítida valorização do tempo psicológico, em detrimento do cronológico. Essa opção do narrador de ocultar os marcadores temporais tem como principal consequência o distanciamento dos personagens da ordenação civilizada do tempo.
Dessa forma, nota-se que a ausência de uma marcação cronológica temporal serve, enquanto elemento estrutural, como mais uma forma de evidenciar a exclusão dos personagens. Por outro lado, a valorização do tempo psicológico na narrativa faz com que as angústias dos personagens fiquem mais próximas do leitor, que as percebe com muito mais intensidade.
O estilo seco de Graciliano Ramos, que se expressa principalmente por meio do uso econômico dos adjetivos, parece transmitir a aridez do ambiente e seus efeitos sobre as pessoas que ali estão.
A estética da seca
"Vidas Secas" é um dos maiores expoentes da segunda fase modernista, a do regionalismo. O diferencial desse livro para os demais da época é o apuro técnico do autor. Graciliano Ramos, ao explorar a temática regionalista, utiliza vários expedientes formais – discurso indireto livre, narrativa não-linear, nomes dos personagens – que confirmam literariamente a denúncia das mazelas sociais.
O livro consegue desde o título mostrar a desumanização que a seca promove nos personagens, cuja expressão verbal é tão estéril quanto o solo castigado da região. A miséria causada pela seca, como elemento natural, soma-se à miséria imposta pela influência social, representada pela exploração dos ricos proprietários da região.
Os retirantes, como o próprio nome indica, estão alijados da possibilidade de continuar a viver no espaço que ocupavam. São, portanto, obrigados a retirar-se para outros lugares. Uma das implicações dessa vida nômade dos sertanejos é a fragmentação temporal e espacial.
Graciliano Ramos conseguiu captar essa fragmentação na estrutura de Vidas Secas ao utilizar um método de composição que rompia com a linearidade temporal, costumeira nos romances do século XIX.
A proposital falta de linearidade, ou seja, de capítulos que se ligam temporalmente, por relações de causa e de consequência, dá aos 13 capítulos de Vidas Secas uma autonomia que permite, até mesmo, a leitura de cada um de forma independente.
Narrador
A escolha do foco narrativo em terceira pessoa é emblemática, uma vez que esse é o único livro em que Graciliano Ramos utilizou tal recurso. Trata-se, na verdade, de uma necessidade da narrativa, para que fosse mantida a verossimilhança da obra. Por causa da paupérrima articulação verbal dos personagens, reflexo das adversidades naturais e sociais que os afligem, nenhum parece capacitado a assumir o posto de narrador.
O autor utilizou também o discurso indireto livre, forma híbrida em que as falas dos personagens se mesclam ao discurso do narrador em terceira pessoa. Essa foi a solução para que a voz dos marginalizados pudesse participar da narração sem que tivessem de arcar com a responsabilidade de conduzir de forma integral a narrativa.
Espaço
A narrativa é ambientada no sertão, região marcada pelas chuvas escassas e irregulares. Essa falta de chuva – somada a uma política de descaso do governo com os investimentos sociais – transforma a paisagem em ambiente inóspito e hostil.
Inverno, na região, é o nome dado à época de chuvas, em que a esperança sertaneja floresce. O sonho de uma existência menos árida e miserável esboça-se no horizonte e dura até as chuvas cessarem e a seca retornar implacável. No romance, essa esperança aparece no capítulo “Inverno”, em que Fabiano alimenta a expectativa de uma vida melhor, mais digna.
O retorno à visão marcada pela falta de perspectivas recomeça com o fim das chuvas, com o fim da esperança. Na obra, pode-se apontar, também, para dois recortes espaciais: o ambiente rural e o urbano. A relevância desse recorte se deve às sensações de adequação ou inadequação dos personagens em um ou outro espaço.
Fabiano consegue, apesar da miséria presente, dominar o ambiente rural. Incapaz de se comunicar, o personagem, desempenhando a solitária função de vaqueiro, não sente tanto as consequências de seu laconismo. Além disso, conhece as técnicas de sua profissão, o que lhe dá uma sensação de utilidade e permite que goze até de certa dignidade. A passagem em que seu filho o admira ao vê-lo trabalhando deixa claro isso. Na cidade, porém, Fabiano vivencia, a cada nova experiência, o sentimento de inadequação. Os capítulos “Festa” e “Cadeia” ilustram bem essa sensação.
Tempo
Além da falta de linearidade do tempo, em "Vidas Secas" há nítida valorização do tempo psicológico, em detrimento do cronológico. Essa opção do narrador de ocultar os marcadores temporais tem como principal consequência o distanciamento dos personagens da ordenação civilizada do tempo.
Dessa forma, nota-se que a ausência de uma marcação cronológica temporal serve, enquanto elemento estrutural, como mais uma forma de evidenciar a exclusão dos personagens. Por outro lado, a valorização do tempo psicológico na narrativa faz com que as angústias dos personagens fiquem mais próximas do leitor, que as percebe com muito mais intensidade.
Paródia
Música: pássaro de fogo (Paula Fernandes)
Vai fugir do sertão,
Fugir outra vez,
Vitória, Fabiano,
Dois filho, papagaio e uma cachorra.
Que grande sofrimento,
Pra essa família,
Sem ter onde morar,
Sem comida pra alimentar,
Vamos ver o que via da.
Estávamos perdidos,
Andando pela mata,
E achamos uma chácara.
Vamos lá morar,
Da desabrigada,
Ta sem ninguém,
Será que o dono já vem, olhar.
Rf: O dono chegou,
Mandou nos ficar,
Cuidando da casa ele ia pagar,
Ele nos pagou,
Eu fui comida comprar.
Passei lá no bar para um shop tomar.
O soldado me chamou,
Me chamou para jogar,
Uma partida de baralho,
E eu meio tímido fui apostar.
Perdi tudo que eu tinha,
Como é que eu vou contar,
Pra minha família.
Passou-se um tempo,
A cachorra adoeceu,
Caíram os cabelos a doença de chagas.
Fabiano com pena,
Resolveu mata-la,
Para não ver sofre quem ele amava.
Alunos:
Hana Mayana
Lia Fernanda
Claiton Souza
Siliane
Vidas Secas – Contos de Uma Família
Parodia Feita por Anderson Luiz F. Gaspar
Eu vim aqui lhes contar uma história de um livro
que eu li
Ele fala de uma família de retirantes a procura de
um lugar melhor
Dura jornada, longa caminhada, quase interminável
Enfrentam atrocidades, a fome, a sede
E a falta de um lugar onde pudessem, se
estabelecer
Depois de andarem muito encontram uma casa que
parecia abandonada
Eles se aproximam e entram nela, mas logo chega o
dono, para quem Fabiano oferecer seus préstimos
Começa a trabalhar, sendo vítima da seca
Sua maior antagonista, a exploração
Na fazenda, a família permanece por tempo
Nº 05



.jpg)


